15 de set de 2007

Síndromes e um Século

Vários personagens se cruzam num hospital tailandês: uma médica romântica, um dentista obcecado por vidas passadas, um monge budista com estranhos pesadelos. A certa altura do filme, o mesmo cenário e os mesmos personagens aparecem em novas versões.

Parece confuso? Pois é. A verdade é que se eu fosse escrever uma sinopse realmente detalhada, precisaria de umas dez páginas. E, ainda assim, nada seria muito lógico porque esse foi um dos filmes mais sem sentido que eu já vi na minha vida. Diversas cenas repetidas sem que haja um motivo aparente, personagens que parecem ter alguma importância e depois simplesmente desaparecem, cenas que não têm nenhuma correlação com a história… Aliás, que história? Sobre o que é o filme? No meio de todo esse nonsense, alguns personagens são divertidos, como a médica que parece chapada durante toda a cena ou o monge que tem pesadelos nos quais os frangos que comeu a vida inteira voltam para assombrá-lo. Vendo filmes assim (e ouvindo colegas elogiá-los), eu chego a uma conclusão: ou os outros andam bebendo demais ou sou eu que ando bebendo pouco.

Síndromes e um Século (Sang Sattawat), de Apichatpong Weerasethakul, Tai/Fra/Aus, 2006. 105’ (LEP)

Mostra Panorama

Nota: 3,0

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