27 de set de 2007

Perdidos em Pequim

Após uma noite de bebedeira, a jovem Ping Guo é violentada por seu patrão. Seu marido testemunha o fato e decide extorquir o empresário, chantagem que toma enormes proporções quando Ping descobre que está grávida. A perspectiva de dar ao rico homem o filho que ele nunca conseguiu ter com a esposa pode significar a independência financeira do casal, mas também a decadência da relação.

É, você já viu isso antes. E nem foi num filme tão bom assim. Podemos dizer que Perdidos em Pequim é uma mistura de Proposta Indecente com as mais cafonas novelas mexicanas. O que dá pena é que a história em si poderia render um filme bastante provocante se tivesse sido tratada de um modo menos melodramático. A trama tem diversos elementos interessantes, como, por exemplo, a figura do patrão, que passa da imagem de estuprador à de vítima das circunstâncias. Ou do marido, que se aproveita do papel de traído para lucrar. E a própria Ping também é uma figura bastante dúbia: logo no início do filme, se revela uma mulher de sexualidade exacerbada. E, quando atacada, seu comportamento varia entre a rejeição e a excitação. Teria ela, em meio ao porre, desejado o patrão? Nas mãos de um diretor mais ousado, poderia ser um filme realmente transgressor.

Perdidos em Pequim (Ping Guo), de Li Yu, China/Hong Kong, 2007. 112’ (LEP)

Foco China

Nota: 4,0

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