28 de abr de 2009

Comercial censurado

Na tentativa de ajudar na campanha contra a violência à mulher, coordenada pela organização Women's Aid, o diretor Joe Wright e a atriz Keira Knightley fizeram um comercial para a TV sobre o tema. Só que o Clearcast, órgão responsável por supervisionar os anúncios publicitários no Reino Unido, proibiu sua exibição.

A alegação é que o anúncio traz cenas muito duras, mostrando a personagem de Knightley sendo agredida pelo namorado.

Segundo o diretor e a atriz, a intenção era mostrar à sociedade que agressões do tipo não ocorrem apenas nas classes menos favorecidas, além de ressaltar a própria violência à mulher e o absurdo que isto representa, estimulado pela reação contrária ao exibido.

Obviamente o comercial censurado chegou à internet. Confira logo abaixo e dê sua opinião sobre o tema. Vale lembrar que Wright e Knightley trabalharam juntos em dois filmes, Orgulho e Preconceito e Desejo e Reparação.


23 de abr de 2009

Primeira foto do novo "Robin Hood"


A foto oficial do herói interpretado por Russell Crowe foi divulgada nesta semana. O ator está com a silhueta mais esguia do que no recente Rede de Mentiras e empunha o arco e a flecha cheio de estilo. Para o produtor Brian Grazer, o herói é uma metáfora para os dias de hoje, tentando criar igualdade em um mundo onde há uma série de injustiças." Esse é um tema universal. Grazer aproveita ainda para afirmar que sua vestimenta "é mais medieval" do que em versões anteriores.

17 de abr de 2009

Evocando Espíritos

Uma luta dentro e fora do Corpo

Com um título que não deixa dúvidas sobre o tema, os produtores fazem questão de dizer, logo de cara, que é uma história baseada em fatos reais para acentuar ainda mais o tom assustador. Evocando Espíritos abre com fotografias em preto & branco e uma música quase infantil. Mas as fotos vão ficando mais sinistras, com pessoas mortas, e a música acompanha o clima.

Em seguida, Virginia Madsen (Número 23) aparece dando uma entrevista para um programa de tv sobre o fenômeno sobrenatural ocorrido com sua família. E levanta a seguinte questão: “Por que acontecem coisas ruins para pessoas boas?

Com essa indagação, que já deve ter sido feita por muita gente mundo afora, a história começa, revelando uma mãe (Madsen) que tem um filho chamado Matt (Kyle Gallner) que sofre de câncer e faz um tratamento experimental para combater a doença. A consequência disso é uma luta diária travada dentro de seu corpo. Visando ficar mais perto do hospital, a mãe decide se mudar com o resto da família (mais três filhos e marido). O único problema foi ter ignorado o aviso do corretor sobre o lugar escolhido e sua história. E é aí que começa o filme.

Com uma cena de susto inicial branda, mas reveladora no reflexo de uma tela de televisão desligada, Evocando Espíritos, como de praxe, cresce a cada minuto. A maioria das seqüências, envolvendo o jovem Matt e a família são boas. Algumas rendem bons sustos e outras, no mínimo, um impacto visual. E mesmo sendo um espectador “experiente” no gênero, não é difícil se assustar com elas. O que é positivo, já que o objetivo é esse.

Com uma boa trilha sonora, efeitos especiais regulares e elenco coeso, o maior ponto fraco do filme, talvez, seja o roteiro. Apesar de baseado em fatos reais, é agoniante, e ao mesmo tempo ridículo, a insistência do jovem em permanecer num local que o assombra. E o pior é que o mesmo acontece com a família. A impressão que se tem é que diante de fatos tão sombrios, a tendência é sair correndo. Mas não é o que acontece. E as consequências dessa "coragem" você vai poder conferir.

No filme algumas citações parecem evidentes, como a cena de corte nos olhos que lembram “Um Cão Andaluz” de Luis Buñuel, as manifestações na casa (Poltergeist), a presença do padre e a breve cena de sua chegada olhando para a casa (O Exorcista) e, claro, uma cena no chuveiro (Psicose).

Um detalhe curioso é a associação do fogo com a libertação dos espíritos quando se pensa na resistência da igreja, no passado, associando a cremação as práticas pagãs dos romanos e gregos, e também dos índios.

Evocando Espíritos fala um pouco sobre a linha tênue que separa a vida da morte em pessoas que estão com os dias contados. O que os permite, segundo algumas crenças, fazer com que entrem em contato com a vida fora da matéria.

Não saia antes dos créditos finais. Algumas informações importantes são passadas para o espectador sobre o destino de Matt e de sua família.

Bom programa - sinistro - para o fim de semana!

PS: Kyle Gallner é novato em cinema, mas já está escalado para novo filme. Confira em Jovem ator é escalado para o retorno de "A Hora do Pesadelo"

14 de abr de 2009

Cadeira de diretor portátil


Se você ainda não realizou seu filme por falta de tempo ou verba, agora já pode esperar a oportunidade sentado numa cadeira... de diretor. E o melhor de tudo é que ela é portátil. Ou seja, enquanto aguarda na sala de espera pelo "ok" do patrocinador de sua produção, por exemplo, pode usar sua própria cadeira e tirar onda. (risos) O produto está à venda no site da Hammacher Schlemmer, especializada em oferecer coisas diferentes há muitos anos. O valor é de US$ 129.

3 de abr de 2009

Monstros Vs. Alienígenas

Como já se tornou comum nas últimas produções de animação, Monstros Vs. Alienígenas brinca no logotipo da Dreamworks, com o moleque pescador sendo abduzido por uma nave espacial. Bacana. Mas falta inovação. Ainda mais para um filme feito também em 3D. Aliás, esse é um detalhe importante. A produção explorou pouco a tecnologia. Com uma cena inicial boa, envolvendo um humano e sua brincadeira com raquete e bola, o efeito se dispersa ao longo da história, revelando um filme em 2D regular e um 3D inferior a algumas das recentes animações exibidas como Bolt - Supercão e Coraline e O Mundo Secreto. O que é muito estranho por tratar-se da DreamWorks.

Mesmo assim, Monstros Vs. Alienígenas não é ruim. Só não parece digno de um estúdio responsável por Shrek. O filme tem personagens apenas bacaninhas: Dr. Barata, Elo Perdido, Insectossauro, Ginórmica e Bob, um ser gelatinoso, bobão e, sem sombra de dúvida, o mais carismático. O que acontece é que com o objetivo de "capturar" a família, as produções apelam para piadas adultas no meio do roteiro.

Em Monstros Vs. Alienígenas, praticamente, todas as referências são assim. Uma criança não vai reconhecer o que é Área 51 ou a inscrição "E.T. Go Home" num míssel,. Muito menos um presidente cercado por assessores imbecis que citam a famosa apresentadora americana Oprah num momento de tensão ou até mesmo uma imagem alusiva ao clássico A Mosca de David Cronemberg, quando o Dr. Barata sai de um casulo. E o que dizer de um casal ouvindo "Who´s Crying Now" do grupo Journey?!

São referências de adultos que já passaram dos 30. O próprio código estabelecido pelos humanos para dizer que o planeta está sendo invadido é "código Nimoy". Uma alusão direta ao ator Leonard Nimoy, o eterno Sr. Spock de Jornada nas Estrelas. Até o premiado documentário Uma Verdade Inconveniente foi citado, assim como a música de Contatos Imediatos de Terceiro Grau e Um Tira da Pesada.


Ou seja, Monstros Vs. Alienígenas é uma grande colcha de retalhos com um fiapinho de roteiro. A história? Uma jovem é atingida por um pedaço de um planeta, vira uma gigante (Ginórmica) e é presa pelo governo na área 51 junto com os tais seres estranhos. Com o planeta sendo invadido por um misterioso ser alienígena que lembra muito Klaatu de O Dia Em Que a Terra Parou, o governo descobre que a melhor arma para salvar os Estados Unidos, e o mundo, são os monstros.

A maior sacada do roteiro foi curtir com o fato de que todo filme sobre invasão se passa nos Estados Unidos, aquela coisa "somos o centro do mundo". Isso foi legal. Entre as mancadas, um erro de proporção entre as mãos de Ginórmica e as telhas de um telhado. A sequência na ponte Golden Gate (São Francisco) é muito bem feita e o visual bem elaborado. Os momentos engraçados são, na maioria, protagonizados por Bob. Mas o presidente americano também rende umas risadas.

A trilha é coerente, com destaque para "Planet Claire" do B-52's. No fim, se tiver paciência de esperar um pouco, durante os créditos finais, acontece uma sequência com o presidente fazendo uma brincadeira com o público, aproveitando o recurso 3D. Assim, para concluir, pode-se dizer que vale o ingresso. Mas a verdade é que para um filme dirigido por dois caras que têm Sherk 2 e O Espanta Tubarões no currículo, este parece um estranho no ninho.

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