22 de mar de 2009

Alma Perdida

O filme não é uma achado

Já tem gente que acha que as boas histórias acabaram. E que Hollywood só sabe mesmo (ou só quer) refazer o que já foi feito. Pode ser. Mas ainda existem idéias boas no cinema. O problema maior é o roteiro. Porque se ele não é bem feito, a história se perde.

Alma Perdida, de certa forma, foi por esse caminho. A trama não chega a ser fraca. Tem alguns elementos que, se bem trabalhados, poderiam até gerar bons sustos e tensão, já que a proposta do gênero é essa. Mas misturaram tanta coisa no caldeirão como cabala, Auschwitz e um tal espírito do mal chamado Dybbuc, que o resultado foi um filme que dá medo. De tão ruinzinho que ficou. Importaram até Mengele e suas experiências com a raça ariana para justificar a cor azul cintilante dos olhos dos personagens.

A história começa com uma cena bonita: uma pessoa correndo numa estrada nevada e filmada do alto. Algo assim “meio Google Earth”. Corta para um plano normal e você vê Casey, a protagonista da história, interpretada por Odette Yustman (CloverField - Monstro), levar um susto inicial, envolvendo a visão de um garoto sinistro. É o fio da trama. Na seqüência, mais visões como a de sua mãe falecida (Carla Gugino), surgem para assustá-la. Casey passa a viver um pesadelo quando dorme e também acordada. Corajosa, acaba descobrindo através de seu pai que ela seria gêmea. O roteiro plantou um pai (James Remar) só para isso e sumir com ele no resto do filme. Ele não se preocupa com o que acontece com a filha? Coitada. Era melhor ser totalmente órfã.

O desafio de filmes de horror é não ser previsível. Cenas de espelhos estão tão manjadas como as luzes que insistem em apagar naquelas horas. Parece arranjo do “coisa ruim” com a distribuidora de luz local. Alma Perdida até consegue um susto aqui e outro ali, mas nada que impressione de verdade. Destaque para a cena em que ela se vê deitada na cama e também para o corpo invertido se deslocando pela casa. Causa impacto e não é efeito especial. Foi feita por um contorcionista.

A trilha sonora tem música do Prodigy e segue um padrão. As criaturas que aparecem durante o filme são feiosas, coisa e tal, mas definitivamente não é o feio que assusta. Um belo envolvimento é o que apavora. E o cinema está cheio de exemplos como Os Outros, O Sexto Sentido e uma produção sem muita grana como Espíritos – A Morte Está ao Seu Lado. Assista e se assuste. História e roteiro. A união que faz a força. No caso, o medo.

O diretor e roteirista de Alma Perdida, David S. Goyer, tem em seu currículo filmes bons como Blade, Batman Begins e até o recente sucesso Batman - O Cavaleiro das Trevas. Ou seja, experiência não falta. Mas o que assustou mesmo foi ver Gary Oldman (Drácula de Bram Stoker) num triste papel de padre exorcista e tradutor relâmpago de livros místicos. Portanto, se não tiver melhor coisa para fazer, arrisque. Mas se existir outra opção, não hesite: vade retro!

14 de mar de 2009

Jogo entre Ladrões

É o maior golpe de vista

Uma das coisas mais comuns de acontecer no cinema, principamente nos dias de hoje, é pegar dois nomes conhecidos e colocar num filme. A fórmula, muitas vezes, dá certo e, diga-se de passagem, é uma estratégia válida. Não é crime recorrer a este artifício. Mas se a história é fraca e o roteiro mais ainda, a coisa vira caso de polícia.

Morgan Freeman (Batman - O Cavaleiro das Trevas) já conquistou seu espaço através de vários sucessos. Mas de uns anos para cá, o ator começa a dar sinais de que seu pé de meia está cheirando mais forte do que a carreira. Antonio Banderas (A Lenda do Zorro), por sua vez, foi sempre um expoente latino lançado por Pedro Almodóvar nos anos 80, mas não passou disso. Embora a mulherada ache o cara um gato, o que ele virou foi borralheiro de Melanie Griffith.

Jogo entre Ladrões começa com uma bela tomada do alto (picada) de uma piscina térmica com alguns banhistas. Para situar que o filme é de ação e criar aquele clima, o personagem Ripley (Freeman) aparece e executa um infeliz que se banhava. Na sequência, Jack (Banderas) pratica um assalto em um vagão do metrô em movimento, cheio de gente, e os policiais abrem fogo (
hã?!?!) na direção do teto para pegar o meliante que fugiu para lá. Tudo para justificar aquela tensão clichê "quase leva tiro, quase cai lá de cima, quase bate com a cabeça" e quase enche a sua paciência porque, certamente, você já viu isso em outros filmes.

Mais a frente, os dois se encontram e Ripley faz uma oferta para Jack participar de um golpe milionário.
Mas ele resiste, você agüenta um pouco de "nhénhénhém" entre eles, mas o negócio é fechado. Começa o tal “jogo” que dá nome ao filme. Para completar a obviedade, aparece uma mulher na jogada (Radha Mitchell, de Chamas da Vingança) para render umas cenas sensuais e o amante latino, veja você, mostrar seu derrière. Que bandeira!!

A dupla vai roubar jóias no valor de US$ 40 milhões de uma joalheria russa conhecida por ser improvável de entrar e impossível de sair. Mas a necessidade de fazer a trama andar para frente é tão presente que o roteiro acelera tudo. É quase um "MacMovie". E no planejamento, algo que a maioria gosta, se corre tanto que torna-se inverossímel. Como a cena em que dois executivos-chave da segurança não notam que estão com câmeras na lapela de seus ternos. Haja distração do personagem. E boa vontade do público. E Ripley burla até sistema de reconhecimento da voz de um russo. Talentoso, não?

Para concluir, Batman ficaria deprê ao confrontar seu cinto de utilidades com a mala da dupla, que tem de tudo. Parece o Urso do Cabelo Duro, criação de Hanna Barbera. Banderas repete as caras, bocas e olhares de sempre.
A curiosidade fica por conta do seu personagem Jack que se diz cinéfilo e presta uma homenagem à Jules Dassin e seu clássico "Topkapi", também sobre ladrões de jóias.

Jogo entre Ladrões copia escancaradamente de John Woo aquela cena de personagens apontando a arma um para o outro. Tão manjada que chega a ser difícil acreditar que alguém ainda considere interessante. Parece que a diretora Mimi dormiu nessa hora.

Frases feitas do filme sobre ser ladrão: “Nasci para roubar.” ou “É minha profissão.” Sinistro...

4 de mar de 2009

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3 de mar de 2009

17 Again

Leia mais: Homenagem para Zac Efron

2 de mar de 2009

Poster oficial: "Iron Maiden: Flight 666"

Atenção fãs da banda IRON MAIDEN!!!

Oportunidade ÚNICA de você assistir um documentário da banda junto com eles. O poster oficial é esse acima.

As informações estão no nosso site. Confira clicando aqui.

Os ingressos começam a ser vendidos à partir desta terça-feira, dia 3. Corra!

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