4 de out de 2007

Delirious

Les Galantine é um paparazzi de segunda categoria. Uma noite, acolhe em seu apartamento o sem-teto Toby. Les o emprega como seu assistente e, embora não pague ao rapaz um salário, lhe dá casa e comida. Toby sonha ser ator e, num incrível lance de sorte, se aproxima da estrela pop Kharma. É quando começam os conflitos entre Toby e Les e as cobranças deste, que se sente usado. Prêmio de direção e roteiro no Festival de San Sebastian 2006.

O Festival de San Sebastian precisa rever urgentemente seus parâmetros, porque é assustador que um filme como esse tenha faturado dois prêmios importantes. Delirious até começa bem, enfocando o modo inusitado como começa a amizade entre Les e Toby e a rapidez espantosa com que eles passam de conhecidos a companheiros inseparáveis, justamente por serem ambos dois rejeitados. Parecia que vinha pela frente uma história sensível e realista. Inexplicavelmente, em sua segunda metade o longa começa a atirar para todas as direções. Bastidores das celebridades, romance água com açúcar, desvios para uma obsessão criminosa e até mesmo insinuações enrustidas de homossexualismo. Nada contra explorar nenhum desses temas, mas o problema é que nada disso é abordado de fato. O filme ameaça, ameaça… e não cumpre nada. Salvam-se algumas (poucas) tiradas cômicas, especialmente nas falas do personagem de Steve Buscemi. Ele e Michael Pitt são bons atores, mas não fazem milagre.

Delirious (idem), de Tom Dicillo, EUA, 2006. 107’ (LP)

Mostra Panorama

Nota: 3,5

Ficha no Adoro Cinema

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