28 de mar de 2008

10.000 A.C.


Roland Emmerich é especialista em destruir Nova York. Visto por este ângulo, 10.000 A.C. é uma novidade em sua carreira - ou nem tanto, já que como a história ocorre em um passado remoto o local onde tudo acontece pode muito bem ser a atual Nova York. Brincadeira a parte, o fato é que o filme é muito ruim. Daqueles que desde já surgem como forte candidato ao topo da lista dos piores do ano.

Trata-se de uma espécie de Apocalypto sem criatividade, sem originalidade. A história é parecida: tribo vive em paz até ser atacada por um povo bárbaro, que leva consigo alguns de seus habitantes. O herói parte em busca da mocinha, decidido a enfrentar todos os perigos e resgatá-la. Se o filme de Mel Gibson buscava situar a história num contexto verídico, a decadência do império maia, aqui tudo é falso. Desde as locações, que misturam numa proximidade impressionante montanhas glaciais com florestas úmidas e desertos escaldantes, até a co-existência de mamutes, tigres dente-de-sabre e seres humanos. Ou seja, de antemão já se assume que nada daquilo tem alguma coerência, ao menos pelo lado histórico.

Mas, mesmo com esta decisão, poderia se esperar um bom filme-pipoca. Descerebrado, com boas cenas de ação, daqueles que divertem mesmo com os maiores absurdos em cena. 10.000 A.C. também decepciona nisto. Utiliza fórmulas clichês para tentar criar tensão e abusa de diálogos risíveis. Em um deles o herói, D'Leh, diz ao tigre dente-de-sabre: "não me coma após salvar sua vida", em um tom de súplica. É, o herói pede ao tigre que permaneça vivo, numa simples conversa. E funciona. Isto dá bem o tom do que é o filme: um desastre.

Ficha de 10.000 A.C. no Adoro Cinema

3 comentários:

isabela disse...

Esse pra mim não desce. Com criticas positivas ou não, é o tipo de filme que não consigo me dignar a ver.

Pedro Henrique disse...

Nem sequer os efeitos se salvam...

Phylippe Moura disse...

O filme é tão ruim que chega a ser irritante!

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