11 de jun de 2008

Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal



Durante muito tempo disse que este era o filme do ano. Não que fosse o melhor filme do ano, mas sim que era o mais aguardado. Indiana Jones não é só um ícone do cinema mas também um mito para quem está hoje entre os 25 e 40 anos, ou seja, aqueles que tiveram a oportunidade de assistir ao menos um dos filmes anteriores no cinema. O trailer já prometia bastante. Mas existe um ditado que é implacável: quanto maior a expectativa, maior é o risco do tombo. E o 4º Indiana Jones tropeça feio.

Tropeça em comparação aos filmes anteriores, é bom ressaltar. E o maior problema é justamente um dos méritos da trilogia: o roteiro. Há uma série de situações atribuladas, rocambolescas, onde praticamente de tudo é ligado a Indiana Jones. O personagem sempre esteve relacionado a situações envolvendo magia e misticismo, mas daí a partir para extra-terrestres chega a ser apelação. Mas quando isto acontece já está tudo tão zoneado que o fato nem chega a ter tanta relevância. O importante é que o caminho percorrido por Indiana para atingir seu objetivo é mal explorado, pois as descobertas e os enigmas são simplórios demais. Há uma preocupação maior em criar situações de ação do que em contar uma boa história. Seqüências inteiras, como a do teste atômico, poderiam ser retiradas sem qualquer prejuízo.

Além disto este novo filme não traz qualquer momento marcante para a série. Há uma excelência nos efeitos especiais, que provavelmente garantirá uma indicação ao próximo Oscar, mas só. Os melhores momentos são as referências a elementos clássicos, como o uso do chicote, o medo a cobras de Indiana Jones, a aparição-relâmpago da arca perdida, as situações envolvendo insetos e a clássica música-tema - quase sempre executada apenas parcialmente, como se fosse uma pequena provocação de John Williams, que apenas permite que o espectador a ouça por completo no fim. As cenas de ação são razoáveis, com destaque maior para a perseguição à moto e a com os carros, próximo da cachoeira.

Um filme apenas mediano, que torna-se decepcionante pelo simbolismo em torno do personagem. Indiana Jones merecia tratamento melhor.

Confira a ficha de Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal no Adoro Cinema

3 comentários:

Dâniel Fraga disse...

Esse é um problema que assola muitos filmes contemporâneos. Priorizam a ação pura e simples em detrimento da história ou algo mais interessante.

E filmes que passam do número "3" dificilmente se superam... foi o mesmo com "Jogos mortais 4", que conseguiu ser um completo lixo. Ou por exemplo Rambo 4...

Falta saberem a hora de parar. Uma trilogia está de bom tamanho. Quando querem continuar forçadamente, o resultado será esse...

Francisco Russo disse...

Concordo contigo, Daniel. Mas acho também que este é um reflexo do momento atual. Hoje tudo é mais rápido, para ser digerido sem se pensar muito, e o cinema acaba refletindo um pouco disto. Não é a toa que hoje em dia é tão raro encontrar filmes novos com roteiros realmente bons e, quando surgem, dificilmente são do circuitão.

Juliana disse...

Caríssimos,
Concordo com vcs... O filme tem muita ação, muito efeito especial e pouca história. Mas para não ficar muito decepcionada, eu me apeguei a alguns detalhes que salvam, como o figurino, a ambientação de época, e a cena da moto. Alguém concorda?

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