15 de mai. de 2009

Anjos & Demônios

MAIS DO MESMO, MAS COM QUALIDADE

Hora da estreia de Anjos & Demônios, aguardada sequência - nos cinemas - de O Código Da Vinci.

O filme é um festival de situações boladas para que a história caminhe para a frente e sem parar. Até porque o professor Robert Langdon (Tom Hanks) precisa correr contra o tempo para salvar quatro cardeais sequestrados pelos Iluminatti, uma sociedade secreta em busca de vingança, e também livrar o Vaticano de uma iminente e potente explosão.

Leia mais em Anjos & Demônios | Entre pistas & charadas

13 de mai. de 2009

Desejo e Perigo

Wang é uma jovem que entra na faculdade de Hong Kong durante a ocupação japonesa na China. Lá ela se envolve com um grupo que faz teatro político, encenando peças que tentam incentivar a resistência chinesa. Quando o sr. Yee, um chinês que agora trabalha para os japoneses, se muda para o local, o grupo decide elaborar um plano para matá-lo, por traição à pátria. Wang é então infiltrada na casa deles, tornando-se amiga da sra. Yee. Aos poucos o sr. Yee demonstra interesse por ela.

A grande polêmica em torno de Desejo e Perigo é se as cenas de sexo são reais ou encenadas. E este é o lado mais intrigante do filme: é difícil responder a esta pergunta, pelo modo como Ang Lee as rodou. Lee busca sempre um ângulo que revele mais do que o usual em cenas de sexo no cinema, mostrando os corpos de Tony Leung e Wei Tang, protagonistas do filme, mas deixando dúvidas se é realmente real ou uma encenação muito bem feita. Não é como em Nove Canções, onde há certeza absoluta de que o sexo filmado foi real. Este mistério que ronda o filme é mérito do diretor, que, com habilidade, rodou tais cenas de forma que provocassem justamente esta dúvida.

Mas Desejo e Perigo não é apenas cenas tórridas de sexo. Pelo contrário, elas são mais complementares do que o eixo central do filme. A trama do grupo de estudantes contra o sr. Yee, e seu desdobramento ao longo de 5 anos, é o tema principal. Apesar de ser uma história até banal, Ang Lee consegue fazer com que jamais se perca o interesse pelo que está por vir. O clima de uma Hong Kong da época da 2ª Guerra Mundial é recriado através de uma bela cenografia e figurino. Há cenas muito bem feitas, como quando Wang precisa ser iniciada sexualmente, para que seu disfarce junto ao sr. Yee não seja desmascarado.

É na 2ª metade do filme que surgem as cenas de sexo, quando Wang e o sr. Yee enfim se aproximam. Surge então a pergunta relacionada ao título: até que ponto o sexo em si, apenas ele, mexe com o sentimento de uma pessoa? Wang está lá por causa de uma trama para matar o sr. Yee, mas não é insensível ao que acontece. A cena em que explica seus sentimentos aos integrantes da trama é reveladora neste sentido. Até que ponto ela pode se manter fiel à sua missão, renegando tudo o que sente? A luxúria pode se tornar algo mais significativo? Estes são os grandes questionamentos do filme, o objetivo ao qual toda a trama é conduzida.

Desejo e Perigo é um bom filme, muito bem dirigido por Ang Lee. Apesar de sua história iniciar de forma um tanto quanto simplória, ela cresce junto com o filme. Porém peca por terminar um pouco depois do que deveria, cerca de 5 minutos apenas. Um final em aberto seria mais interessante do que algo que mostrasse o destino dos personagens.

11 de mai. de 2009

"Exterminador do Futuro 4" na Fórmula 1

A Sony repete a estratégia de associar cinema ao esporte milionário e sela parceria com a equipe Brawn GP, dos pilotos Rubens Barrichello e Jenson Button. Até a estreia mundial do filme, os carros e a garagem da equipe terão imagens do filme divulgadas. Confira nas fotos, o resultado do acordo comercial.

7 de mai. de 2009

The Imaginarium of Dr. Parnassus

Mais fotos de "The Imaginarium of Dr. Parnassus" foram divulgadas. Para quem não associou o título ao filme, trata-se do último trabalho de Heath Ledger. Sim, aquele dirigido por Terry Gilliam que teve que contar com a ajuda de Jude Law, Johnny Depp e Colin Farrell para que fosse concluído.

A estreia mundial do longametragem será no próximo Festival de Cannes. Confira abaixo três novas fotos divulgadas, com Heath Ledger, Lily Cole e Christopher Plummer, respectivamente.

6 de mai. de 2009

Coletiva Hugh Jackman - Fotos

Aconteceu na manhã desta quarta, no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, a coletiva do astro Hugh Jackman para promover X-Men Origens: Wolverine. O Adoro Cinema, é claro, esteve presente e está preparando uma matéria especial sobre o evento. Enquanto isso confira algumas de nossas fotos exclusivas:

Começo da entrevista. Os braços cruzados revelam a tensão inicial

Em outro momento da entrevista, já relaxado, Jackman se solta

Wolverine abre os braços e não mostra as garras


O astro se aproxima dos jornalistas e fãs



Jackman quebra o protocolo, dá autógrafos e tira fotos pessoais


Diante dos fãs, que invadiram o local, o ator sinaliza ok



Hugh Jackman com a camisa do Flamengo.
Três garras, tricampeão... tudo a ver!

2 de mai. de 2009

Cinzas do Passado Redux

Se você é chegado no cinema oriental, mais especificamente o chinês, essa é uma oportunidade e tanto para assistir uma produção que fala do tempo e que por ele vagou em várias edições (no mundo real desde 1994) até chegar nas nossas salas, em pleno 2009, na sua versão final: Cinzas do Passado Redux.


O filme é do premiado diretor e roteirista Wong Kar-Wai, do igualmente premiado Amor à Flor da Pele e do curioso Um Beijo Roubado. Para quem ainda não associou o nome a algum trabalho mais recente, o cineasta dividiu metros de película com outros diretores numa sucessão de curtas na produção Cada Um Com seu Cinema, ano passado.


Quanto a Cinzas do Passado Redux, é importante deixar claro, logo de cara, que é filme para poucos. Com uma trama que volta no tempo através do off das memórias do narrador, a história se desenrola em ritmo lento e no idioma original. O que pode ser mais um complicador para quem está acostumado ao “cinemão” americano. Mas o maior problema mesmo é o estilo de filmar cheio de cortes bruscos e, diálogos, às vezes curtos e quase sempre enigmáticos.


Kar-Wai realizou um filme de espadachim (wu xia), uma tradição chinesa que se popularizou mais no ocidente através de filmes como O Tigre e o Dragão. A história é contada por um matador de aluguel que revela para o espectador suas experiências de vida ao lidar com a morte. Para situar o espectador no tempo, utiliza-se legendas e as histórias acontecem nas estações do ano.


As cenas de ação são as típicas do gênero, sempre explorando algum detalhe das lutas, através do uso incessante da câmera lenta. A fotografia usa e abusa de recursos para explorar as cores. O resultado é singular, mas nota-se muita diferença de qualidade de uma cena para outra. Destaque para a tomada em que é possível ver dois reflexos distintos em um espelho de água. Bela cena. Usada mais de uma vez.


Cinzas do Passado Redux é uma história de amor não correspondido. Mais do que isso, talvez, de um amor não entendido. Fala sobre perder chances na vida e querer recuperá-las. “Seria bom voltar ao passado”, diz um personagem. Ou, “a memória é a raiz dos problemas do homem”, diz outro. Para a maioria das pessoas, é uma produção que poderia ter ficado no passado. Para um grupo mais fechado, trata-se de algo que precisa ser visto no presente. Agora, é com você.

1 de mai. de 2009

Homem de Ferro 2

Foi divulgada a 1ª foto de "Homem de Ferro 2", com lançamento nos cinemas marcado para 7 de maio de 2010. Atenção à coleção de armaduras ao fundo. Confira:

28 de abr. de 2009

Comercial censurado

Na tentativa de ajudar na campanha contra a violência à mulher, coordenada pela organização Women's Aid, o diretor Joe Wright e a atriz Keira Knightley fizeram um comercial para a TV sobre o tema. Só que o Clearcast, órgão responsável por supervisionar os anúncios publicitários no Reino Unido, proibiu sua exibição.

A alegação é que o anúncio traz cenas muito duras, mostrando a personagem de Knightley sendo agredida pelo namorado.

Segundo o diretor e a atriz, a intenção era mostrar à sociedade que agressões do tipo não ocorrem apenas nas classes menos favorecidas, além de ressaltar a própria violência à mulher e o absurdo que isto representa, estimulado pela reação contrária ao exibido.

Obviamente o comercial censurado chegou à internet. Confira logo abaixo e dê sua opinião sobre o tema. Vale lembrar que Wright e Knightley trabalharam juntos em dois filmes, Orgulho e Preconceito e Desejo e Reparação.


23 de abr. de 2009

Primeira foto do novo "Robin Hood"


A foto oficial do herói interpretado por Russell Crowe foi divulgada nesta semana. O ator está com a silhueta mais esguia do que no recente Rede de Mentiras e empunha o arco e a flecha cheio de estilo. Para o produtor Brian Grazer, o herói é uma metáfora para os dias de hoje, tentando criar igualdade em um mundo onde há uma série de injustiças." Esse é um tema universal. Grazer aproveita ainda para afirmar que sua vestimenta "é mais medieval" do que em versões anteriores.

17 de abr. de 2009

Evocando Espíritos

Uma luta dentro e fora do Corpo

Com um título que não deixa dúvidas sobre o tema, os produtores fazem questão de dizer, logo de cara, que é uma história baseada em fatos reais para acentuar ainda mais o tom assustador. Evocando Espíritos abre com fotografias em preto & branco e uma música quase infantil. Mas as fotos vão ficando mais sinistras, com pessoas mortas, e a música acompanha o clima.

Em seguida, Virginia Madsen (Número 23) aparece dando uma entrevista para um programa de tv sobre o fenômeno sobrenatural ocorrido com sua família. E levanta a seguinte questão: “Por que acontecem coisas ruins para pessoas boas?

Com essa indagação, que já deve ter sido feita por muita gente mundo afora, a história começa, revelando uma mãe (Madsen) que tem um filho chamado Matt (Kyle Gallner) que sofre de câncer e faz um tratamento experimental para combater a doença. A consequência disso é uma luta diária travada dentro de seu corpo. Visando ficar mais perto do hospital, a mãe decide se mudar com o resto da família (mais três filhos e marido). O único problema foi ter ignorado o aviso do corretor sobre o lugar escolhido e sua história. E é aí que começa o filme.

Com uma cena de susto inicial branda, mas reveladora no reflexo de uma tela de televisão desligada, Evocando Espíritos, como de praxe, cresce a cada minuto. A maioria das seqüências, envolvendo o jovem Matt e a família são boas. Algumas rendem bons sustos e outras, no mínimo, um impacto visual. E mesmo sendo um espectador “experiente” no gênero, não é difícil se assustar com elas. O que é positivo, já que o objetivo é esse.

Com uma boa trilha sonora, efeitos especiais regulares e elenco coeso, o maior ponto fraco do filme, talvez, seja o roteiro. Apesar de baseado em fatos reais, é agoniante, e ao mesmo tempo ridículo, a insistência do jovem em permanecer num local que o assombra. E o pior é que o mesmo acontece com a família. A impressão que se tem é que diante de fatos tão sombrios, a tendência é sair correndo. Mas não é o que acontece. E as consequências dessa "coragem" você vai poder conferir.

No filme algumas citações parecem evidentes, como a cena de corte nos olhos que lembram “Um Cão Andaluz” de Luis Buñuel, as manifestações na casa (Poltergeist), a presença do padre e a breve cena de sua chegada olhando para a casa (O Exorcista) e, claro, uma cena no chuveiro (Psicose).

Um detalhe curioso é a associação do fogo com a libertação dos espíritos quando se pensa na resistência da igreja, no passado, associando a cremação as práticas pagãs dos romanos e gregos, e também dos índios.

Evocando Espíritos fala um pouco sobre a linha tênue que separa a vida da morte em pessoas que estão com os dias contados. O que os permite, segundo algumas crenças, fazer com que entrem em contato com a vida fora da matéria.

Não saia antes dos créditos finais. Algumas informações importantes são passadas para o espectador sobre o destino de Matt e de sua família.

Bom programa - sinistro - para o fim de semana!

PS: Kyle Gallner é novato em cinema, mas já está escalado para novo filme. Confira em Jovem ator é escalado para o retorno de "A Hora do Pesadelo"

14 de abr. de 2009

Cadeira de diretor portátil


Se você ainda não realizou seu filme por falta de tempo ou verba, agora já pode esperar a oportunidade sentado numa cadeira... de diretor. E o melhor de tudo é que ela é portátil. Ou seja, enquanto aguarda na sala de espera pelo "ok" do patrocinador de sua produção, por exemplo, pode usar sua própria cadeira e tirar onda. (risos) O produto está à venda no site da Hammacher Schlemmer, especializada em oferecer coisas diferentes há muitos anos. O valor é de US$ 129.

3 de abr. de 2009

Monstros Vs. Alienígenas

Como já se tornou comum nas últimas produções de animação, Monstros Vs. Alienígenas brinca no logotipo da Dreamworks, com o moleque pescador sendo abduzido por uma nave espacial. Bacana. Mas falta inovação. Ainda mais para um filme feito também em 3D. Aliás, esse é um detalhe importante. A produção explorou pouco a tecnologia. Com uma cena inicial boa, envolvendo um humano e sua brincadeira com raquete e bola, o efeito se dispersa ao longo da história, revelando um filme em 2D regular e um 3D inferior a algumas das recentes animações exibidas como Bolt - Supercão e Coraline e O Mundo Secreto. O que é muito estranho por tratar-se da DreamWorks.

Mesmo assim, Monstros Vs. Alienígenas não é ruim. Só não parece digno de um estúdio responsável por Shrek. O filme tem personagens apenas bacaninhas: Dr. Barata, Elo Perdido, Insectossauro, Ginórmica e Bob, um ser gelatinoso, bobão e, sem sombra de dúvida, o mais carismático. O que acontece é que com o objetivo de "capturar" a família, as produções apelam para piadas adultas no meio do roteiro.

Em Monstros Vs. Alienígenas, praticamente, todas as referências são assim. Uma criança não vai reconhecer o que é Área 51 ou a inscrição "E.T. Go Home" num míssel,. Muito menos um presidente cercado por assessores imbecis que citam a famosa apresentadora americana Oprah num momento de tensão ou até mesmo uma imagem alusiva ao clássico A Mosca de David Cronemberg, quando o Dr. Barata sai de um casulo. E o que dizer de um casal ouvindo "Who´s Crying Now" do grupo Journey?!

São referências de adultos que já passaram dos 30. O próprio código estabelecido pelos humanos para dizer que o planeta está sendo invadido é "código Nimoy". Uma alusão direta ao ator Leonard Nimoy, o eterno Sr. Spock de Jornada nas Estrelas. Até o premiado documentário Uma Verdade Inconveniente foi citado, assim como a música de Contatos Imediatos de Terceiro Grau e Um Tira da Pesada.


Ou seja, Monstros Vs. Alienígenas é uma grande colcha de retalhos com um fiapinho de roteiro. A história? Uma jovem é atingida por um pedaço de um planeta, vira uma gigante (Ginórmica) e é presa pelo governo na área 51 junto com os tais seres estranhos. Com o planeta sendo invadido por um misterioso ser alienígena que lembra muito Klaatu de O Dia Em Que a Terra Parou, o governo descobre que a melhor arma para salvar os Estados Unidos, e o mundo, são os monstros.

A maior sacada do roteiro foi curtir com o fato de que todo filme sobre invasão se passa nos Estados Unidos, aquela coisa "somos o centro do mundo". Isso foi legal. Entre as mancadas, um erro de proporção entre as mãos de Ginórmica e as telhas de um telhado. A sequência na ponte Golden Gate (São Francisco) é muito bem feita e o visual bem elaborado. Os momentos engraçados são, na maioria, protagonizados por Bob. Mas o presidente americano também rende umas risadas.

A trilha é coerente, com destaque para "Planet Claire" do B-52's. No fim, se tiver paciência de esperar um pouco, durante os créditos finais, acontece uma sequência com o presidente fazendo uma brincadeira com o público, aproveitando o recurso 3D. Assim, para concluir, pode-se dizer que vale o ingresso. Mas a verdade é que para um filme dirigido por dois caras que têm Sherk 2 e O Espanta Tubarões no currículo, este parece um estranho no ninho.

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