Aconteceu na manhã desta quarta, no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, a coletiva do astro Hugh Jackman para promover X-Men Origens: Wolverine. O Adoro Cinema, é claro, esteve presente e está preparando uma matéria especial sobre o evento. Enquanto isso confira algumas de nossas fotos exclusivas:
Começo da entrevista. Os braços cruzados revelam a tensão inicial
Em outro momento da entrevista, já relaxado, Jackman se solta
Wolverine abre os braços e não mostra as garras
O astro se aproxima dos jornalistas e fãs
Jackman quebra o protocolo, dá autógrafos e tira fotos pessoais
Diante dos fãs, que invadiram o local, o ator sinaliza ok
Hugh Jackman com a camisa do Flamengo. Três garras, tricampeão... tudo a ver!
Se você é chegado no cinema oriental, mais especificamente o chinês, essa é uma oportunidade e tanto para assistir uma produção que fala do tempo e que por ele vagou em várias edições (no mundo real desde 1994) até chegar nas nossas salas, em pleno 2009, na sua versão final: Cinzas do Passado Redux.
O filme é do premiado diretor e roteirista Wong Kar-Wai, do igualmente premiado Amor à Flor da Pele e do curioso Um Beijo Roubado. Para quem ainda não associou o nome a algum trabalho mais recente, o cineasta dividiu metros de película com outros diretores numa sucessão de curtas na produção Cada Um Com seu Cinema, ano passado.
Quanto a Cinzas do Passado Redux, é importante deixar claro, logo de cara, que é filme para poucos. Com uma trama que volta no tempo através do off das memórias do narrador, a história se desenrola em ritmo lento e no idioma original. O que pode ser mais um complicador para quem está acostumado ao “cinemão” americano. Mas o maior problema mesmo é o estilo de filmar cheio de cortes bruscos e, diálogos, às vezes curtos e quase sempre enigmáticos.
Kar-Wai realizou um filme de espadachim (wu xia), uma tradição chinesa que se popularizou mais no ocidente através de filmes como O Tigre e o Dragão. A história é contada por um matador de aluguel que revela para o espectador suas experiências de vida ao lidar com a morte. Para situar o espectador no tempo, utiliza-se legendas e as histórias acontecem nas estações do ano.
As cenas de ação são as típicas do gênero, sempre explorando algum detalhe das lutas, através do uso incessante da câmera lenta. A fotografia usa e abusa de recursos para explorar as cores. O resultado é singular, mas nota-se muita diferença de qualidade de uma cena para outra. Destaque para a tomada em que é possível ver dois reflexos distintos em um espelho de água. Bela cena. Usada mais de uma vez.
Cinzas do Passado Redux é uma história de amor não correspondido. Mais do que isso, talvez, de um amor não entendido. Fala sobre perder chances na vida e querer recuperá-las. “Seria bom voltar ao passado”, diz um personagem. Ou, “a memória é a raiz dos problemas do homem”, diz outro. Para a maioria das pessoas, é uma produção que poderia ter ficado no passado. Para um grupo mais fechado, trata-se de algo que precisa ser visto no presente. Agora, é com você.
Foi divulgada a 1ª foto de "Homem de Ferro 2", com lançamento nos cinemas marcado para 7 de maio de 2010. Atenção à coleção de armaduras ao fundo. Confira:
Na tentativa de ajudar na campanha contra a violência à mulher, coordenada pela organização Women's Aid, o diretor Joe Wright e a atriz Keira Knightley fizeram um comercial para a TV sobre o tema. Só que o Clearcast, órgão responsável por supervisionar os anúncios publicitários no Reino Unido, proibiu sua exibição.
A alegação é que o anúncio traz cenas muito duras, mostrando a personagem de Knightley sendo agredida pelo namorado.
Segundo o diretor e a atriz, a intenção era mostrar à sociedade que agressões do tipo não ocorrem apenas nas classes menos favorecidas, além de ressaltar a própria violência à mulher e o absurdo que isto representa, estimulado pela reação contrária ao exibido.
Obviamente o comercial censurado chegou à internet. Confira logo abaixo e dê sua opinião sobre o tema. Vale lembrar que Wright e Knightley trabalharam juntos em dois filmes, Orgulho e Preconceito e Desejo e Reparação.
A foto oficial do herói interpretado por Russell Crowe foi divulgada nesta semana. O ator está com a silhueta mais esguia do que no recente Rede de Mentiras e empunha o arco e a flecha cheio de estilo. Para o produtor Brian Grazer, o herói é uma metáfora para os dias de hoje, tentando criar igualdade em um mundo onde há uma série de injustiças." Esse é um tema universal. Grazer aproveita ainda para afirmar que sua vestimenta "é mais medieval" do que em versões anteriores.
Com um título que não deixa dúvidas sobre o tema, os produtores fazem questão de dizer, logo de cara, que é uma história baseada em fatos reais para acentuar ainda mais o tom assustador. Evocando Espíritos abre com fotografias em preto & branco e uma música quase infantil. Mas as fotos vão ficando mais sinistras, com pessoas mortas, e a música acompanha o clima.
Em seguida, Virginia Madsen (Número 23) aparece dando uma entrevista para um programa de tv sobre o fenômeno sobrenatural ocorrido com sua família. E levanta a seguinte questão: “Por que acontecem coisas ruins para pessoas boas?”
Com essa indagação, que já deve ter sido feita por muita gente mundo afora, a história começa, revelando uma mãe (Madsen) que tem um filho chamado Matt (Kyle Gallner) que sofre de câncer e faz um tratamento experimental para combater a doença. A consequência disso é uma luta diária travada dentro de seu corpo. Visando ficar mais perto do hospital, a mãe decide se mudar com o resto da família (mais três filhos e marido). O único problema foi ter ignorado o aviso do corretor sobre o lugar escolhido e sua história. E é aí que começa o filme.
Com uma cena de susto inicial branda, mas reveladora no reflexo de uma tela de televisão desligada, Evocando Espíritos, como de praxe, cresce a cada minuto. A maioria das seqüências, envolvendo o jovem Matt e a família são boas. Algumas rendem bons sustos e outras, no mínimo, um impacto visual. E mesmo sendo um espectador “experiente” no gênero, não é difícil se assustar com elas. O que é positivo, já que o objetivo é esse.
Com uma boa trilha sonora, efeitos especiais regulares e elenco coeso, o maior ponto fraco do filme, talvez, seja o roteiro. Apesar de baseado em fatos reais, é agoniante, e ao mesmo tempo ridículo, a insistência do jovem em permanecer num local que o assombra. E o pior é que o mesmo acontece com a família. A impressão que se tem é que diante de fatos tão sombrios, a tendência é sair correndo. Mas não é o que acontece. E as consequências dessa "coragem" você vai poder conferir.
No filme algumas citações parecem evidentes, como a cena de corte nos olhos que lembram “Um Cão Andaluz” de Luis Buñuel, as manifestações na casa (Poltergeist), a presença do padre e a breve cena de sua chegada olhando para a casa (O Exorcista) e, claro, uma cena no chuveiro (Psicose).
Um detalhe curioso é a associação do fogo com a libertação dos espíritos quando se pensa na resistência da igreja, no passado, associando a cremação as práticas pagãs dos romanos e gregos, e também dos índios.
Evocando Espíritos fala um pouco sobre a linha tênue que separa a vida da morte em pessoas que estão com os dias contados. O que os permite, segundo algumas crenças, fazer com que entrem em contato com a vida fora da matéria.
Não saia antes dos créditos finais. Algumas informações importantes são passadas para o espectador sobre o destino de Matt e de sua família.
Se você ainda não realizou seu filme por falta de tempo ou verba, agora já pode esperar a oportunidade sentado numa cadeira... de diretor. E o melhor de tudo é que ela é portátil. Ou seja, enquanto aguarda na sala de espera pelo "ok" do patrocinador de sua produção, por exemplo, pode usar sua própria cadeira e tirar onda. (risos) O produto está à venda no site da Hammacher Schlemmer, especializada em oferecer coisas diferentes há muitos anos. O valor é de US$ 129.
Como já se tornou comum nas últimas produções de animação, Monstros Vs. Alienígenas brinca no logotipo da Dreamworks, com o moleque pescador sendo abduzido por uma nave espacial. Bacana. Mas falta inovação. Ainda mais para um filme feito também em 3D. Aliás, esse é um detalhe importante. A produção explorou pouco a tecnologia. Com uma cena inicial boa, envolvendo um humano e sua brincadeira com raquete e bola, o efeito se dispersa ao longo da história, revelando um filme em 2D regular e um 3D inferior a algumas das recentes animações exibidas como Bolt - Supercão e Coraline e O Mundo Secreto. O que é muito estranho por tratar-se da DreamWorks.
Mesmo assim, Monstros Vs. Alienígenas não é ruim. Só não parece digno de um estúdio responsável por Shrek. O filme tem personagens apenas bacaninhas: Dr. Barata, Elo Perdido, Insectossauro, Ginórmica e Bob, um ser gelatinoso, bobão e, sem sombra de dúvida, o mais carismático. O que acontece é que com o objetivo de "capturar" a família, as produções apelam para piadas adultas no meio do roteiro.
Em Monstros Vs. Alienígenas, praticamente, todas as referências são assim. Uma criança não vai reconhecer o que é Área 51 ou a inscrição "E.T. Go Home" num míssel,. Muito menos um presidente cercado por assessores imbecis que citam a famosa apresentadora americana Oprah num momento de tensão ou até mesmo uma imagem alusiva ao clássico A Mosca de David Cronemberg, quando o Dr. Barata sai de um casulo. E o que dizer de um casal ouvindo "Who´s Crying Now" do grupo Journey?!
São referências de adultos que já passaram dos 30. O próprio código estabelecido pelos humanos para dizer que o planeta está sendo invadido é "código Nimoy". Uma alusão direta ao ator Leonard Nimoy, o eterno Sr. Spock de Jornada nas Estrelas. Até o premiado documentário Uma Verdade Inconveniente foi citado, assim como a música de Contatos Imediatos de Terceiro Grau e Um Tira da Pesada.
Ou seja, Monstros Vs. Alienígenas é uma grande colcha de retalhos com um fiapinho de roteiro. A história? Uma jovem é atingida por um pedaço de um planeta, vira uma gigante (Ginórmica) e é presa pelo governo na área 51 junto com os tais seres estranhos. Com o planeta sendo invadido por um misterioso ser alienígena que lembra muito Klaatu de O Dia Em Que a Terra Parou, o governo descobre que a melhor arma para salvar os Estados Unidos, e o mundo, são os monstros.
A maior sacada do roteiro foi curtir com o fato de que todo filme sobre invasão se passa nos Estados Unidos, aquela coisa "somos o centro do mundo". Isso foi legal. Entre as mancadas, um erro de proporção entre as mãos de Ginórmica e as telhas de um telhado. A sequência na ponte Golden Gate (São Francisco) é muito bem feita e o visual bem elaborado. Os momentos engraçados são, na maioria, protagonizados por Bob. Mas o presidente americano também rende umas risadas.
A trilha é coerente, com destaque para "Planet Claire" do B-52's. No fim, se tiver paciência de esperar um pouco, durante os créditos finais, acontece uma sequência com o presidente fazendo uma brincadeira com o público, aproveitando o recurso 3D. Assim, para concluir, pode-se dizer que vale o ingresso. Mas a verdade é que para um filme dirigido por dois caras que têm Sherk 2 e O Espanta Tubarões no currículo, este parece um estranho no ninho.
Já tem gente que acha que as boas histórias acabaram. E que Hollywood só sabe mesmo (ou só quer) refazer o que já foi feito. Pode ser. Mas ainda existem idéias boas no cinema. O problema maior é o roteiro. Porque se ele não é bem feito, a história se perde.
Alma Perdida, de certa forma, foi por esse caminho. A trama não chega a ser fraca. Tem alguns elementos que, se bem trabalhados, poderiam até gerar bons sustos e tensão, já que a proposta do gênero é essa. Mas misturaram tanta coisa no caldeirão como cabala, Auschwitz e um tal espírito do mal chamado Dybbuc, que o resultado foi um filme que dá medo. De tão ruinzinho que ficou. Importaram até Mengele e suas experiências com a raça ariana para justificar a cor azul cintilante dos olhos dos personagens.
A história começa com uma cena bonita: uma pessoa correndo numa estrada nevada e filmada do alto. Algo assim “meio Google Earth”. Corta para um plano normal e você vê Casey, a protagonista da história, interpretada por Odette Yustman (CloverField - Monstro), levar um susto inicial, envolvendo a visão de um garoto sinistro. É o fio da trama. Na seqüência, mais visões como a de sua mãe falecida (Carla Gugino), surgem para assustá-la. Casey passa a viver um pesadelo quando dorme e também acordada. Corajosa, acaba descobrindo através de seu pai que ela seria gêmea. O roteiro plantou um pai (James Remar) só para isso e sumir com ele no resto do filme. Ele não se preocupa com o que acontece com a filha? Coitada. Era melhor ser totalmente órfã.
O desafio de filmes de horror é não ser previsível. Cenas de espelhos estão tão manjadas como as luzes que insistem em apagar naquelas horas. Parece arranjo do “coisa ruim” com a distribuidora de luz local. Alma Perdida até consegue um susto aqui e outro ali, mas nada que impressione de verdade. Destaque para a cena em que ela se vê deitada na cama e também para o corpo invertido se deslocando pela casa. Causa impacto e não é efeito especial. Foi feita por um contorcionista.
A trilha sonora tem música do Prodigy e segue um padrão. As criaturas que aparecem durante o filme são feiosas, coisa e tal, mas definitivamente não é o feio que assusta. Um belo envolvimento é o que apavora. E o cinema está cheio de exemplos como Os Outros, O Sexto Sentido e uma produção sem muita grana como Espíritos – A Morte Está ao Seu Lado. Assista e se assuste. História e roteiro. A união que faz a força. No caso, o medo.
O diretor e roteirista de Alma Perdida, David S. Goyer, tem em seu currículo filmes bons como Blade, Batman Begins e até o recente sucesso Batman - O Cavaleiro das Trevas. Ou seja, experiência não falta. Mas o que assustou mesmo foi ver Gary Oldman (Drácula de Bram Stoker) num triste papel de padre exorcista e tradutor relâmpago de livros místicos. Portanto, se não tiver melhor coisa para fazer, arrisque. Mas se existir outra opção, não hesite: vade retro!
Uma das coisas mais comuns de acontecer no cinema, principamente nos dias de hoje, é pegar dois nomes conhecidos e colocar num filme. A fórmula, muitas vezes, dá certo e, diga-se de passagem, é uma estratégia válida. Não é crime recorrer a este artifício. Mas se a história é fraca e o roteiro mais ainda, a coisa vira caso de polícia.
Morgan Freeman (Batman - O Cavaleiro das Trevas)já conquistou seu espaço através de vários sucessos. Mas de uns anos para cá, o ator começa a dar sinais de que seu pé de meia está cheirando mais forte do que a carreira. Antonio Banderas (A Lenda do Zorro), por sua vez, foi sempre um expoente latino lançado por Pedro Almodóvarnos anos 80, mas não passou disso. Embora a mulherada ache o cara um gato, o que ele virou foi borralheiro de Melanie Griffith.
Jogo entre Ladrões começa com uma bela tomada do alto (picada) de uma piscina térmica com alguns banhistas. Para situar que o filme é de ação e criar aquele clima, o personagem Ripley (Freeman) aparece e executa um infeliz que se banhava. Na sequência, Jack (Banderas) pratica um assalto em um vagão do metrô em movimento, cheio de gente, e os policiais abrem fogo (hã?!?!) na direção do teto para pegar o meliante que fugiu para lá. Tudo para justificar aquela tensão clichê "quase leva tiro, quase cai lá de cima, quase bate com a cabeça" e quase enche a sua paciência porque, certamente, você já viu isso em outros filmes.
Mais a frente, os dois se encontram e Ripley faz uma oferta para Jack participar de um golpe milionário. Mas ele resiste, você agüenta um pouco de "nhénhénhém" entre eles, mas o negócio é fechado. Começa o tal “jogo” que dá nome ao filme. Para completar a obviedade, aparece uma mulher na jogada (Radha Mitchell, de Chamas da Vingança) para render umas cenas sensuais e o amante latino, veja você, mostrar seu derrière. Que bandeira!!
A dupla vai roubar jóias no valor de US$ 40 milhões de uma joalheria russa conhecida por ser improvável de entrar e impossível de sair. Mas a necessidade de fazer a trama andar para frente é tão presente que o roteiro acelera tudo. É quase um "MacMovie". E no planejamento, algo que a maioria gosta, se corre tanto que torna-se inverossímel. Como a cena em que dois executivos-chave da segurança não notam que estão com câmeras na lapela de seus ternos. Haja distração do personagem. E boa vontade do público. E Ripley burla até sistema de reconhecimento da voz de um russo. Talentoso, não?
Para concluir, Batman ficaria deprê ao confrontar seu cinto de utilidades com a mala da dupla, que tem de tudo. Parece o Urso do Cabelo Duro, criação de Hanna Barbera. Banderas repete as caras, bocas e olhares de sempre. A curiosidade fica por conta do seu personagem Jack que se diz cinéfilo e presta uma homenagem à Jules Dassin e seu clássico "Topkapi", também sobre ladrões de jóias.
Jogo entre Ladrões copia escancaradamente de John Woo aquela cena de personagens apontando a arma um para o outro. Tão manjada que chega a ser difícil acreditar que alguém ainda considere interessante. Parece que a diretora Mimi dormiu nessa hora.
Frases feitas do filme sobre ser ladrão: “Nasci para roubar.” ou “É minha profissão.” Sinistro...